Depois das exibições menos convincentes de Portugal, Carlos Queiroz mudou radicalmente a equipa depois da fraca exibição frente à Costa do Marfim, tal como já tinha feito Scolari, em 2004, após o jogo inaugural com a Grécia. Após tantas pessoas criticarem Queiroz, nas quais eu me incluo, eis que levamos todos com uma rica lambada de luva branca, e que bem dada que ela foi.
O seleccionador nacional fez a leitura certa dos acontecimentos do ultimo jogo, substituindo os menos inspirados da ultima partida.
Paulo Ferreira, deu lugar a Miguel, que apesar de menos exuberante que em outras primaveras deu muito mais profundidade ao lado direito da selecção que no jogo com a Costa do Marfim, simplesmente não existiu. O lesionado Deco foi substituído por Tiago, e que grande exibição este fez, com 2 golos e a assistência para o golo que abriu o exercito norte coreano. O lugar de Liedson foi ocupado por Hugo Almeida, e o português mostrou ser uma melhor opção jogando só com um ponta de lança, já que Liedson, nunca se deu bem a jogar sozinho, muito mais contra centrais com um certo poderio físico. Por último o mais internacional dos presentes na África do Sul, Simão, ocupou o lugar de Danny, mostrando mais experiência, ajudando a pautar mais o jogo, foi sem dúvida uma mais valia.
De destacar a exibição de Coentrão, que encheu o flanco esquerdo dos navegadores, mostrando muito boas indicações a Beckenbauer que o estava a observar nas bancadas.
Por fim, Cristiano Ronaldo que mostrou que se jogar sem a obsessão de marcar golo, assistindo os colegas e fazendo jogar, contribui muito mais para a equipa, porque os golos se tiverem de aparecer, aparecem! O golo não surgiu naquele remate espectacular, que embateu na barra, facturando depois numa jogada em que em certo momento até estava um pouco desorientado relativamente à posição da bola!
Bem dizia Ronaldo "Os golos são como o ketchup"
Iacobus